Hoje, enquanto voltava para casa, comecei a devagar sobre meu passado. Foi então que lembrei de um dos melhores tempos da minha.
Eu tinha por volta dos 15-16 anos. Naquela época, além dos meus amigos (quase irmãos) José e Adson, tinha um quarto integrante no nosso grupo, e assim como eu, ele se chamava Matheus. Esse Matheus morava na mesma rua que eu, não muito longe (acreditem, minha rua é enorme), e apesar de gostos totalmente divergentes (na verdade nós 4 tínhamos muitas opiniões que divergiam) andávamos pra todo canto juntos.
E a lembrança em específico que eu lembro com mais carinho não é nada de especial. Acontece que sempre que saíamos da catequese do crisma, todo domingo de manhã, por volta das 11h, nós íamos todos na mesma direção, pq diferente da maioria, morávamos na parte mais alta do bairro (e a igreja já ficava num morro). E sempre passávamos na casa do Chuck (apelido do Matheus) para deixa-lo lá e depois irmos para as nossas casas. No entanto, praticamente sempre nós parávamos na casa do Chuck para ficar de bobeira. Quase nunca os pais dele estavam em casa e quando estavam, eles ficavam na parte de baixo da casa (ele morava numa casa de dois andares que o andar de cima é que ficava na altura da rua). Entravamos, abríamos a geladeira, pegávamos toddynho (sim, isso mesmo, toddynho), alguns pães ou bolachas e sentávamos na calçada apenas para falar besteira e matar o tempo.
Sim, eu sei que é bobo, mas quando lembro de coisas simples assim, um sentimento bom me preenche. Algo do tipo "caralho, como era bom naquele tempo". E eu sei que agora eu devo estar parecendo um velho falando assim, mas eu sou novinho ouviu? Um jovem-adulto. E aonde eu quero chegar com isso? Eu quero mostrar que as coisas pequenas, aparentemente insignificantes, podem ser as que você mais vai sentir saudades depois. E é meio irônico, corrermos e corrermos atrás de coisas grandes e esquecermos de aproveitar as pequenas coisas. Por isso peço que vocês ai, que estão me lendo, seja qual for sua idade ou objetivo na vida, não deixe que seu olhar fixo no seu objetivo te faça deixar de ver e aproveitar as coisas pequenas e singelas da sua vida. As coisas simples que depois vão virar boas lembranças ou boas histórias. Não deixe de aproveitar o agora, de curtir o momento, de tornar cada fase da sua vida algo memorável, inesquecível, algo único.
E eu me senti na obrigação de escrever esse texto porque eu mesmo já deixei de aproveitar os momentos bons várias vezes por estar com a cabeça muito presa em fazer uma coisa ou outra. Se você tem um amigo ou amiga que perde o brilho de certos momentos da vida pela sua obsessão por atingir seus objetivos, mostre esse texto pra ele. Quem sabe na próxima oportunidade ele não aproveite melhor os momentos que a vida lhe proporciona. E se você lembrou de um velho amigo com quem fez uma lembrança boa, mostra pra ele também, aposto que terão uma boa conversa regada a nostalgia e boas lembranças.
Por fim agradeço por ler até aqui. E como já disse, espero que esses textos ajudem qualquer um que venham a lê-los...
Até mais!



